Após ler o artigo "Ensino para o século 19" do Luli Radfahrer decidi escrever este para publicar minha insatisfação. A educação do século vigente não é exemplar, realmente, todavia a crítica feita à rigidez dos colégios com códigos de vestimenta, horários, filas, contagens, chamadas e provas sem consulta não é válida. Essa ordem é necessária para o desenvolvimento dos educacional.
Não adianta ocorrer mudança nos colégios, ou melhor, não irá ocorrer se antes disso os critérios avaliativos para a entrada em uma universidade não mudarem. O vestibular exige muito conteúdo e não permite consulta. Como os colégios não podem contar com a deusa grega fortuna - inevitável e imprevisível- e acreditarem que se mudarem sua forma de propagar o conhecimento o mesmo ira ocorrer com a maneira de cobrar das universidades, então para terem o poder, no caso, de auxiliar seus alunos a terem um bom aprendizado para conseguirem alcançar seus objetivos prendem-se a virtú.
Temos um 'darwinismo estudantil", os que permanecem em colégios muito rígidos e exigentes estão ali devido ao MÉRITO, por terem se adaptado às condições exigidas para alcançarem seus objetivos/sonhos e então derrubar as barreiras que lhe foram impostas para a entrada em uma universidade renomada.
Existem colégios que pregam essa teoria, os estudantes devem dedicar-se o máximo que poderem e uma forma do colégio auxiliá-los em sua edificação é através da disciplina, ensinando-os a realmente estudar, não só pra o vestibular , para a vida.
Fazemos o bem quando somos forçados, nossa natureza é má, portanto exija de si mesmo o desenvolvimento intelectual, os benefícios serão apenas seus. Após receber exigências o individuo dedica-se mais, portanto sejamos anacrônicos como chineses que aplicam em sua educação métodos considerados do século passado.